Exposição

Eliane Prolik

SIM Galeria

25/08/2011

A artista utiliza de segmentos ou réguas de fórmica e alumínio em manifestação de construção dinâmica. Em “Defórmica”, cada cor é unida a outra de modo literal, em sucessão e constante apreensão de movimento sobre o plano da parede. Essas esculturas fogem de configurações fechadas e afirmam unidades formais abertas, tratando com a mesma intensidade geometria e luz. Para o crítico Ronaldo Brito, Defórmica vai direto ao ponto, o que, no caso, significa evoluir sempre em zigue-zague. Uma lógica divertida preside essas associações cromáticas que tratam de soltar essas réguas, liberá-las ao espaço físico, a difundir e irradiar luz até deixarem a sala leve, quase sem gravidade. Para ele ainda, Defórmica anuncia a feliz 
possibilidade de ordens instáveis e transitórias, por isso mesmo, atraentes, o que atualiza a flexibilização do real.  
A escolha de cores públicas e industriais (e não introspectivas como cabe a um pintor) está associada à fórmica e a sua função em diversos tipos de ambientes desde as décadas de 1950 e 1960, quando ela passa a ser mais comumente utilizada por todos. Essa película que reveste volumes ou móveis, é usada nas esculturas planares de Prolik, como delgada colada sobre si mesma, num recorte preciso de tempo e de espaço do presente.

Em “Pra Que”, a artista se apropria de associações de palavras sobre o objeto comum de placas de veículos. Esses objetos não-convencionais à tradição da arte jogam com a multiplicidade de leitura e significados de suas palavras/placas. São sutis relevos brancos que relacionam o transito e a migração dos sentidos e o contexto urbano. “A instalação Pra Que é formada por 45 placas, mas como elas são criadas individualmente também funcionam uma a uma ou em conjuntos menores, em sua questão poética e objectual, são unidades que se articulam coletivamente”, explica a artista.